29/12/2022 às 18h53min - Atualizada em 01/01/2023 às 00h00min

Técnicas de ancoragem: Pyong Lee comenta estudo que revela como hipnose pode ajudar em tratamentos de dores crônicas

O hipnoterapeuta Pyong Lee deu sua opinião sobre o artigo e reforçou a importância do uso da hipnoterapia em tratamentos.

SALA DA NOTÍCIA Erre Soares
Um estudo publicado pela Scientific Electronic Library Online mostrou sobre como as técnicas de ancoragem utilizadas na hipnose podem ajudar no tratamento de dores crônicas. O hipnoterapeuta Pyong Lee deu sua opinião sobre o artigo e reforçou a importância do uso da hipnoterapia em tratamentos.

Conforme o estudo, os procedimentos que envolvem a chamada técnica de ancoragem, na qual o paciente é induzido a se concentrar numa parte de seu corpo, expressando o que vem à sua mente, não consiste em novidade na prática da hipnose, principalmente no que se refere às demandas de dores crônicas. 

Conforme Pyong, através da técnica que está inserida na hipnose é possível fazer com que a pessoa mergulhe no autoconhecimento e possa “se ajudar” a encontrar a cura de dores crônicas. 

“Nas dores crônicas a hipnoterapia pode ajudar, muitas vezes, porque o gatilho é emocional. Então, é uma dor psicossomática onde a hipnose consegue ressignificar e tirar o vínculo. É como se o gatilho que causou a dor fosse desativado. Temos resultados incríveis tratando dores e doenças crônicas como enxaquecas, fibromialgia e várias outras doenças”, pontuou Pyong. 
 
“A técnica é de grande valia por apontar para um conhecimento clínico calcado em sua subjetividade, referindo-se à sua produção simbólica e emocional de corpo, tempo e espaço, como também às formas de relação que o sujeito desenvolve com as pessoas que habitam esse mundo. Rompendo com a perspectiva de um diagnóstico externo, cujos códigos comunicativos se restringem às comunidades científicas e nada têm a dizer aos leigos, tal conhecimento abre possibilidades para uma compreensão de como o sujeito se sente quando é acometido por uma dor crônica, que realidades se criam em seu mundo e os caminhos que podem ser traçados rumo à mudança”, diz trecho do estudo. 

Entretanto, conforme o artigo, ao fazer com que o sujeito se volte para sua própria morada existencial, seu corpo, a ancoragem favorece um novo tipo de olhar sobre si mesmo que, seguindo o rumo de uma terapia, pode levar a uma reconciliação consigo mesmo. A ancoragem acaba fazendo com que o sujeito se depare com sua própria imagem e daí assuma a responsabilidade sobre si mesmo de modo a poder lidar com aquilo que incomoda, envergonha e perturba, mas também descobrir aquilo que traz prazer, esperança e amor por si”, diz outro trecho. 

“Muita gente ainda acha que a hipnoterapia não consegue tratar dores, transtornos e enfermidades no geral. É um pensamento equivocado. O autoconhecimento liberta pessoas”, disse. 

Ainda segundo o artigo, “em suma, entre as asas que a imaginação oferece e as raízes que as memórias impõem é que o sujeito pode nascer e ser autor de sua própria história”.
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