Aos 15 anos, Vicky Farfus constrói carreira internacional para quebrar barreira histórica e ser a primeira brasileira na Fórmula 1
Com resultados na Europa e apoio de grandes empresas, jovem piloto estreia na F4 Brasil no mesmo domingo do GP de São Paulo e transforma o sonho de chegar à principal categoria do automobilismo em um projeto de carreira de longo prazo
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São Paulo, outubro de 2026 — Aos 15 anos, Victoria “Vicky” Farfus já tem um objetivo profissional que poucos atletas conseguem alcançar: disputar uma corrida de Fórmula 1. Se realizar esse sonho, poderá se tornar a primeira brasileira a ocupar um lugar no grid da principal categoria do automobilismo mundial. Mas, para a jovem piloto, a ambição exige muito mais do que talento e velocidade. Envolve planejamento, preparação internacional, resultados, decisões estratégicas e o apoio de empresas que acreditam em seu potencial.
No próximo dia 8 de novembro, esse projeto viverá um de seus momentos mais simbólicos. Vicky disputará a terceira corrida da etapa da Fórmula 4 Brasil em Interlagos, às 8h50, no mesmo domingo em que acontece o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, às 14h.
Em poucas horas, o mesmo asfalto receberá duas gerações de competidores em momentos completamente diferentes de suas carreiras. Para Vicky, será a representação concreta da distância entre onde está e onde pretende chegar.
A estreia na F4 Brasil acontece após uma sequência de experiências internacionais que já colocam a adolescente diante dos desafios de uma carreira profissional no automobilismo. Na etapa brasileira, Vicky defenderá a equipe TMG Racing.
Em setembro, Vicky foi a mais rápida entre as 18 participantes do Rookie Test da F1 Academy, realizado no Circuito de Navarra, na Espanha. Com o tempo de 1min46s988, foi a única pilota a completar uma volta na casa de 1min46s, quase três décimos à frente da segunda colocada.
Em outubro, estreou em competições de monopostos no E4 Championship, em Monza, na Itália, pela PREMA Racing. Na segunda corrida do fim de semana, conquistou seus primeiros pontos na categoria, terminou em 13º lugar na classificação geral e ficou na primeira posição entre as mulheres.
Entre os dias 23 e 25 de outubro, a brasileira também participou da etapa da Fórmula 4 Central European Zone (F4 CEZ), no Hungaroring, na Hungria, pela equipe Cram Motorsport. Vicky venceu duas das três corridas na classificação feminina, conquistou o terceiro lugar entre os estreantes (rookies) e chegou à sexta posição na classificação geral de uma das provas.
A sequência de competições faz parte de um processo de desenvolvimento que começou no kart e avançou, em 2026, para os carros da Ginetta Junior Championship e, posteriormente, para os monopostos.
A trajetória já incluía uma marca histórica em 2025: Vicky terminou em quarto lugar na Copa do Mundo de Kart, competindo contra cerca de 100 meninos, e tornou-se a primeira mulher a alcançar o top 5 em um evento de kart da Federação Internacional do Automobilismo (FIA).
O desafio de construir uma carreira em um universo masculinoAos 15 anos, Vicky já precisa lidar com decisões que influenciam diretamente seu futuro profissional. Cada campeonato, teste, equipe e experiência em novos circuitos integra uma estratégia de formação que pretende levá-la à elite do automobilismo.
O desafio é ainda maior diante da realidade histórica da Fórmula 1.
Desde 1950, apenas duas mulheres conseguiram largar em corridas válidas pelo Campeonato Mundial: Maria Teresa de Filippis, pioneira em 1958, e Lella Lombardi, que permanece como a única mulher a pontuar na categoria.
A última participação feminina em uma corrida de Fórmula 1 aconteceu em 1976, com Lombardi. Meio século depois, o grid segue exclusivamente masculino.
É essa barreira que Vicky pretende enfrentar.
Seu objetivo é se tornar a primeira mulher brasileira a disputar um Grande Prêmio de Fórmula 1 e integrar uma nova geração de atletas que trabalha para ampliar a presença feminina nos mais altos níveis do esporte.
Na Fórmula 4, a jovem compete em grids mistos, enfrentando homens e mulheres na disputa por posições. Sua prioridade é construir resultados que justifiquem cada avanço na carreira.
“Quero ser reconhecida pelo que faço dentro da pista. E, se uma menina assistir à corrida e pensar ‘eu também posso estar ali um dia’, isso torna a jornada ainda mais especial”, afirma Vicky.
Planejamento, investimento e visão de longo prazoNo automobilismo, talento é apenas uma das condições necessárias para construir uma carreira internacional.
A formação de um piloto exige recursos para competições, equipes, equipamentos, viagens, preparação física, treinamento técnico e desenvolvimento contínuo. Por isso, o crescimento de Vicky também depende de uma estrutura empresarial que compartilhe sua visão de futuro.
Como patrocinadora master da pilota Vicky Farfus, a Solare conecta o poder da energia solar aos pilares do automobilismo de alta performance: tecnologia, eficiência e inovação contínua. Para Davi Cordeiro, conselheiro da marca, a parceria transcende as pistas: "Estar ao lado da Vicky é apoiar o esporte e inspirar as novas gerações a transformarem o mundo por meio da energia sustentável", afirma.
A Ademicon encontra na trajetória de Vicky uma conexão com o planejamento de longo prazo. Assim como na realização de grandes projetos pessoais e profissionais, construir uma carreira esportiva exige disciplina, estratégia e capacidade de manter o foco em objetivos que podem levar anos para se concretizar.
Essa parceria também aproxima duas gerações de mulheres que buscam ocupar posições de destaque em ambientes historicamente masculinos.
De um lado, Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon, que construiu sua trajetória de liderança no setor empresarial. Do outro, Vicky Farfus, que inicia sua caminhada profissional com a ambição de conquistar espaço na principal categoria do automobilismo mundial.
As duas trajetórias se encontram na importância do planejamento, da persistência e da construção de oportunidades para mulheres em posições de alta competitividade.
No projeto da jovem piloto, os patrocinadores representam mais do que a viabilização de uma temporada. Fazem parte de uma estrutura de apoio que busca transformar potencial esportivo em uma carreira sustentável ao longo dos anos.
Uma geração de meninas que pode enxergar novos caminhosAlém do desempenho nas pistas, a carreira de Vicky também abre espaço para iniciativas que aproximem outras meninas e jovens de áreas tradicionalmente associadas ao universo masculino.
A ArcelorMittal também integra o projeto de Vicky Farfus, ampliando o alcance de sua trajetória para além das pistas, com foco em educação e formação de novos talentos.
Parceria que une velocidade e educaçãoAlém da atuação nas pistas, Vicky Farfus também será protagonista de uma iniciativa voltada à educação e à formação de jovens talentos. A partir de 2027, a piloto passa a contar com o patrocínio da ArcelorMittal para atuar como Embaixadora do STEM Racing, programa educacional internacional que utiliza o automobilismo como ferramenta para despertar o interesse de estudantes por ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Mais do que uma parceria esportiva, a iniciativa conecta a jornada de Vicky em busca do sonho de chegar à Fórmula 1 ao desenvolvimento de futuras gerações de profissionais e inovadores.
No STEM Racing, antigo programa F1 in Schools da FIA, Vicky atuará como mentora e inspiração para estudantes de todo o país, especialmente meninas interessadas em carreiras ligadas à ciência, tecnologia e engenharia. A ação reforça o compromisso da ArcelorMittal, maior produtora de aço do Brasil, com a educação e soma-se à presença da empresa em importantes categorias do automobilismo nacional, como Stock Car, Copa Truck e Rally dos Sertões, utilizando o esporte como plataforma para promover inovação, tecnologia e segurança.
O diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da ArcelorMittal, João Bosco Reis da Silva, destaca a importância do projeto para aproximar os jovens das áreas STEM e ampliar a participação feminina no setor.
"A Vicky representa uma nova geração de talentos que inspira não apenas pelos resultados nas pistas, mas também pela determinação em perseguir seus objetivos. Por isso, essa parceria vai além do apoio à sua carreira no automobilismo. Como Embaixadora do STEM Racing, ela ajudará a despertar o interesse de jovens, especialmente meninas, pela ciência, tecnologia, engenharia e matemática, mostrando na prática como a educação, a inovação e a dedicação podem transformar sonhos em oportunidades e grandes conquistas."
Um sobrenome conhecido e uma trajetória própriaFilha do piloto brasileiro Augusto Farfus, nome de destaque do automobilismo internacional, Vicky cresceu próxima ao universo das competições.
A experiência familiar representa uma referência importante para sua formação, mas a adolescente tem um objetivo claro: construir sua própria identidade profissional e ser reconhecida pelos resultados conquistados nas pistas.
Seu desempenho no Rookie Test da F1 Academy e os primeiros resultados em competições de monopostos representam passos concretos nessa direção.
“É muito especial pensar que vou correr em Interlagos no mesmo fim de semana da Fórmula 1. É impossível estar ali e não pensar no futuro. Meu sonho é chegar à F1, mas eu sei que isso só acontece construindo cada etapa. Hoje meu foco é aprender, evoluir e mostrar na pista que posso competir”, afirma a piloto.
O presente e o futuro na mesma pistaNo domingo, 8 de novembro, Vicky disputará sua primeira etapa de Fórmula 4 no Brasil. Algumas horas depois, os pilotos da Fórmula 1 ocuparão o mesmo circuito.
A distância entre as duas categorias ainda é grande. Exigirá anos de desenvolvimento, resultados, oportunidades e decisões estratégicas.
Mas o fim de semana de Interlagos dará à jovem brasileira uma imagem concreta de seu principal objetivo.
Pela manhã, Vicky estará no lugar que conquistou até agora. À tarde, na mesma pista, estará no lugar onde pretende chegar.
VICKY FARFUS NA F4 BRASILEtapa de Interlagos • Autódromo José Carlos Pace • São Paulo (SP)
6 a 8 de novembro de 2026 | Programação prevista
DIA
ATIVIDADE
HORÁRIO
SEXTA 06/11
Treino livre
10h05
Classificação
17h30
SÁBADO 07/11
Corrida 1
10h10
Corrida 2
16h40
DOMINGO 08/11
Corrida 3 — F4 Brasil
8h50
GP de São Paulo — Fórmula 1
14h00
Horários de Brasília, sujeitos a alterações pela organização.
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ANTONIO MARQUES DA SILVA
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