Oferta limitada mantém raiz de mandioca em valorização, mas demanda por fécula perde força
Produtores mantêm retração de lotes de olho em novas altas, enquanto fecularias registram recuo na procura e leve alívio nos estoques.
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O mercado brasileiro de mandioca registra um cenário de preços firmes para a raiz, sustentado pela restrição na disponibilidade do produto. De acordo com levantamento divulgado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) nesta terça-feira (8/09), embora parte dos agricultores demonstre maior interesse na comercialização, a maioria ainda prefere manter-se afastada do mercado. Essa postura é motivada pela expectativa de valorizações futuras e pela escassez de raízes de primeiro ciclo que passaram por podas.
Em contrapartida, o segmento de fécula caminha em direção oposta. Segundo o Centro de Pesquisas, a demanda pelo subproduto perdeu força nos últimos dias, o que reduziu o volume de negócios efetivos e abriu espaço para uma leve recuperação nos estoques das fecularias. Apesar desse respiro operacional, os volumes armazenados continuam em patamares baixos, o que impede quedas mais expressivas nas cotações da fécula.
Do campo para a mesaEnquanto o setor industrial e o produtor rural negociam os rumos dos estoques e preços, a raiz de mandioca segue como um dos insumos mais versáteis e valorizados da culinária nacional. Seja cozida, em purês ou em pratos tradicionais, sua textura única é indispensável no preparo de acompanhamentos muito queridos pelos brasileiros, como ilustra a receita de mandioca frita crocante por fora e cremosa por dentro, que transforma a matéria-prima em uma opção perfeita para refeições caseiras.
Para as próximas semanas, a tendência indica que o comportamento dos produtores continuará ditando o ritmo das cotações da raiz, enquanto o mercado de fécula monitora o reaquecimento — ou a estabilização — das encomendas industriais.
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