Júri de vice acusado de matar prefeito é dissolvido após familiar falar em plenário sem autorização, no AM

Um novo julgamento deverá ser marcado para 2023.

Por AMAZONAS
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julgamento-do-caso-adiel-meira-de-santana-foto-marcus-phillipe-tjam.jpeg Um novo julgamento deverá ser marcado para 2023. Julgamento do caso Adiel Meira de Santana Marcus Phillipe/TJAM O júri popular de Hilton Laborda Pinto, eleito vice-prefeito de Novo Aripuanã (a 225 quilômetros de Manaus) no início dos anos 2000 e acusado de envolvimento no assassinato do então prefeito Adiel Meira de Santana, foi dissolvido, na terça-feira (8). A decisão ocorreu após uma familiar da vítima falar sem permissão no plenário. Um novo julgamento deverá ser marcado para 2023 (relembre o caso abaixo). A ação que julgava a participação de Hilton Laborda e outras quatro pessoas na morte de Adiel estava sendo realizada desde segunda-feira (7), no Fórum Henoch Reis, Zona Centro-Sul de Manaus. Por volta das 18h de terça (8), a sessão foi interrompida no momento em que o advogado Aniello Miranda Aufiero fazia a sustentação oral na defesa do réu Hilton Laborda. De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), na ocasião, uma mulher presente no plenário, que assistia à sessão juntamente com os familiares da vítima, levantou e se aproximou do Tribunal do Júri, e disse palavras como: “já se passaram 20 anos, não absolvam, eles têm dinheiro, não escutem o advogado!”. A juíza Ana Paula de Medeiros Braga Bussulo, que presidia a sessão, determinou que a mulher parasse de ser manifestar, mas ela não obedeceu. Por conta disso, ela precisou ser contida por um oficial de Justiça e policiais militares e levada para fora do plenário. A sessão foi suspensa pela magistrada por cinco minutos. No retorno, a defesa de todos os réus solicitou a dissolução do júri, alegando que a manifestação da mulher poderia influenciar a decisão dos jurados. A juíza atendeu ao pedido. Com a decisão, uma nova sessão será pautada pela 2.ª Vara do Tribunal do Júri. A previsão é para o primeiro semestre de 2023. Entenda o caso O então prefeito de Novo Aripuanã foi assassinado a tiros no dia 28 de agosto de 2002, na Praça de Alimentação do Conjunto Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste de Manaus. De acordo com o Ministério Público, o crime teria sido planejado para que Hilton Laborda assumisse a administração municipal. Além de Hilton, estão sendo julgados os irmãos dele, Olímpio Laborda Pinto e Antônio Péricles Laborda Pinto; Sileno da Silva Araújo e Luiz Otávio Rodrigues Pereira. Outros três réus - Edmundo Barbalho Pinto Júnior, Francisco das Chagas de Oliveira e Raimundo Erasmo Alecrim Ribeiro - morreram no decorrer Ação Penal e tiveram extinta a punibilidade. Vídeos mais assistidos do Amazonas
Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2022/11/09/juri-de-vice-acusado-de-matar-prefeito-e-dissolvido-apos-familiar-falar-em-plenario-sem-autorizacao-no-am.ghtml
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