Até 75% da jornada do RH é dedicada a tarefas manuais; veja como a IA pode mudar esse cenário

Com recrutadores gastando grande parte da rotina em processos operacionais, inteligência artificial surge como ferramenta para agilizar etapas e melhorar a experiência de candidatos

Por MARIA DOS SANTOS
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Profissionais de Recursos Humanos podem gastar até 75% da jornada com atividades manuais, segundo dados da STEPS Consulting. Entre análises de currículos, organização de candidatos, agendamento de entrevistas e atualização de informações, uma parte significativa da rotina do RH ainda está concentrada em tarefas operacionais que fazem parte do processo de contratação.

 

Além do impacto na rotina das equipes, a demora nos processos seletivos também pode comprometer a experiência dos candidatos e dificultar a contratação em um cenário de escassez de talentos. Segundo levantamento do ManpowerGroup, 80% das empresas brasileiras enfrentam dificuldades para encontrar profissionais e preencher vagas, índice acima da média global, de 72%. Nesse contexto, em que profissionais qualificados são cada vez mais disputados, processos seletivos pouco eficientes podem fazer com que empresas percam talentos ao longo da jornada de contratação. 

 

Nesse contexto, a inteligência artificial surge como uma alternativa para apoiar justamente as etapas mais operacionais do recrutamento. Ao analisar grandes volumes de informações em menos tempo, a tecnologia pode auxiliar na identificação de candidatos com maior aderência aos requisitos de uma vaga, organizar dados do processo seletivo e reduzir o volume de tarefas repetitivas dos recrutadores.

 

Na prática, o uso da IA permite que os profissionais de RH direcionem seus esforços para atividades que dependem de avaliação humana, como entender trajetórias profissionais, analisar competências e construir relacionamentos mais próximos com os candidatos.

 

“O recrutamento sempre foi uma área em que os profissionais precisavam dividir sua atenção entre tarefas administrativas e decisões estratégicas. A inteligência artificial entra como uma ferramenta de apoio para reduzir esse volume operacional e permitir que o RH tenha mais tempo para avaliar pessoas, entender contextos e tomar decisões mais qualificadas”, afirma Christian Pedrosa, fundador e CEO da DigAÍ, empresa brasileira especializada em soluções de IA para recrutamento e seleção.

 

Apesar dos avanços, a adoção da tecnologia precisa vir acompanhada de critérios claros. A IA pode contribuir para tornar os processos mais rápidos e organizados, mas não substitui a avaliação humana. A análise de competências, experiências, objetivos profissionais e compatibilidade com a cultura da empresa ainda depende da interpretação e do olhar dos recrutadores.

 

“Tecnologia e pessoas precisam trabalhar juntas. A inteligência artificial pode ajudar a encontrar padrões e acelerar etapas, mas a contratação envolve aspectos que não podem ser avaliados apenas por dados. O papel do recrutador passa a ser ainda mais estratégico quando ele deixa de gastar tanto tempo com tarefas repetitivas e consegue se dedicar àquilo que realmente influencia uma boa contratação”, completa Pedrosa. 

 

Com a busca por processos seletivos mais ágeis e eficientes, ferramentas de inteligência artificial tendem a ocupar um espaço cada vez maior no recrutamento. Mais do que automatizar tarefas, a tecnologia pode contribuir para transformar a rotina dos profissionais de RH, permitindo que eles concentrem esforços no que realmente faz diferença em uma contratação bem-sucedida: identificar pessoas com potencial e criar conexões mais qualificadas entre empresas e talentos.

 

Sobre a DigAÍ

A DigAÍ é uma empresa brasileira de inteligência artificial aplicada à inteligência de talentos (Talent Intelligence), que utiliza ciência de dados para tornar o recrutamento e seleção mais preciso e baseado em evidências comportamentais. Fundada em 2023, a companhia desenvolveu uma plataforma que analisa interações reais com candidatos para identificar padrões de comportamento, capacidade técnica e sinais emocionais. Vencedora do Pitch do Web Summit Rio 2025, a empresa já realizou mais de 500.000 triagens e conta com mais de 100 clientes, incluindo Nubank, Deloitte, Carrefour, Zerezes, Companhia de Estágios, Select Soluções e Huntz. Hoje, a DigAÍ expande seu propósito para além do RH, desenvolvendo soluções que unem dados, empatia e tecnologia para entender e potencializar o que há de mais humano nas organizações.

 

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