Cansadas do rosto preenchido, mulheres buscam resultado natural

Quiet Beauty ganha espaço em Rio Preto com tratamentos que preservam movimentos, expressões e características individuais

Por ASSESSIVA COMUNICAçãO
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Depois da onda de lábios volumosos, maçãs projetadas e mandíbulas muito marcadas, mulheres passaram a buscar resultados menos perceptíveis nos consultórios de estética. Em Rio Preto, a procura agora é por rejuvenescimento sem mudanças excessivas nos traços do rosto.
Segundo o enfermeiro esteta e professor João Júnior Gomes, as pacientes chegam às consultas preocupadas não apenas com rugas ou perda de volume, mas também com a preservação da própria aparência.
“A paciente não quer outro rosto. Ela quer parecer mais descansada, sem perder a própria identidade”, afirma Gomes.
A mudança está ligada à chamada Quiet Beauty, ou beleza silenciosa. A tendência valoriza intervenções discretas, planejamento e respeito às características individuais, no lugar de procedimentos padronizados e transformações imediatas.
Outro termo associado ao movimento é “filler fatigue”, expressão usada para definir o cansaço dos preenchimentos. Ele aparece entre pacientes que deixaram de realizar novas aplicações, decidiram reduzir excessos ou passaram a buscar alternativas com resultados mais naturais.
Isso não significa o fim dos preenchimentos. O ácido hialurônico continua sendo utilizado para reposição de volume, correção de assimetrias e suavização de marcas. O que muda é a quantidade aplicada e o planejamento de cada caso.
Em seus atendimentos, Gomes combina técnicas como bioestimulação de colágeno, tecnologias a laser e reposicionamento dos tecidos. A escolha considera idade, estrutura facial, qualidade da pele e histórico de procedimentos.
O especialista destaca que naturalidade não significa ausência de intervenção. Em alguns casos, um resultado discreto depende de uma avaliação detalhada e da combinação de diferentes técnicas em quantidades menores.
Procedimentos feitos anteriormente também precisam ser informados durante a consulta. Alguns produtos podem permanecer nos tecidos por períodos prolongados. Novas aplicações realizadas sem uma avaliação adequada aumentam o risco de excesso de volume e assimetrias. Para Gomes, a mudança representa uma reação aos rostos muito parecidos que ganharam espaço nas redes sociais e nas clínicas nos últimos anos. “A estética deve respeitar o rosto, não padronizá-lo”, afirma.  

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): Henrique Fernandes
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