Seu filho está seguro na internet? Especialistas fazem alerta aos pais
No Dia do Estatuto da Criança e do Adolescente, neste 13 de julho, grupo criado por especialistas de Rio Preto e região orienta famílias sobre os riscos do ambiente digital e como proteger crianças e adolescentes
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Crianças e adolescentes passam cada vez mais tempo conectados, mas muitos pais ainda têm dúvidas sobre como agir diante dos desafios da vida digital. No Dia do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado neste 13 de julho, especialistas de Rio Preto e região chamam a atenção para uma realidade que já faz parte da rotina das famílias: proteger os filhos também significa acompanhar o que acontece na internet. Diante desse cenário, foi criada uma comunidade no WhatsApp voltada a pais, educadores e responsáveis. O espaço reúne conteúdos sobre redes sociais, inteligência artificial, jogos, golpes, desafios virtuais, exposição da imagem de crianças e adolescentes e outros assuntos que surgem diariamente no ambiente digital. A proposta é traduzir esses temas em orientações práticas para que as famílias possam identificar riscos e agir com mais segurança. O grupo também produz vídeos informativos publicados nas redes sociais. A especialista em relacionamento escolar Solange Pescaroli, diretora da UMA Educação, de Fernandópolis, afirma que a iniciativa nasceu da necessidade de aproximar pais e educadores de um universo que muda em alta velocidade. "Hoje, o ambiente digital é o principal espaço de convivência das crianças e dos adolescentes. Muitos comportamentos que parecem inofensivos podem esconder riscos importantes. Pais e educadores vivem a dúvida entre proibir e orientar. Criamos essa comunidade para oferecer informações claras, discutir os assuntos que estão em evidência e ajudar as famílias a protegerem quem mais amam." A comunidade também conta com a participação do advogado Leon Fagiani, especialista em tecnologia e direito digital e associado ao ecossistema da Apeti. Para ele, a proteção garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente precisa acompanhar as transformações provocadas pela tecnologia. "Mesmo com o Estatuto da Criança e do Adolescente em vigor desde 1990, ainda convivemos com situações graves. No ano passado, uma criança de 12 anos foi encontrada em trabalho análogo à escravidão em uma lavoura de café no Sul de Minas. Neste ano, vimos casos de exploração da imagem de crianças por predadores sexuais nas redes sociais, estímulo à rolagem infinita nas plataformas e incentivo agressivo às apostas online durante transmissões da Copa do Mundo, sem qualquer controle sobre quem estava assistindo. Se a cabeça pensa a partir de onde o pé pisa, hoje muitas crianças estão caminhando sobre lixo digital." Criado em 13 de julho de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar a proteção integral de crianças e adolescentes. Passados 36 anos, especialistas defendem que esse compromisso também passa pela educação digital. Mais do que limitar o tempo de tela, o desafio é orientar, conversar e participar da vida online dos filhos.
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