O trabalho está engordando os brasileiros?

Estresse, jornadas longas e a dificuldade de desconectar transformam a comida em uma válvula de escape para muitos profissionais. Nutricionista e psicólogo de Rio Preto explicam por que o problema vai além da alimentação.

Por ASSESSIVA COMUNICAçãO
3 Min

Divulgação

Pressão por resultados, reuniões, prazos e uma rotina cada vez mais acelerada estão levando muitos profissionais a ganhar peso por um motivo que vai além da alimentação. Nos consultórios, cresce o número de pessoas que recorrem à comida para aliviar a ansiedade, o cansaço e a sobrecarga emocional acumulados ao longo do dia. O comportamento, conhecido como comer emocional, costuma aparecer principalmente à noite. Depois de horas de tensão, o cérebro busca uma recompensa imediata, e a comida acaba oferecendo uma sensação temporária de conforto. Quando esse hábito se repete, o ganho de peso torna-se apenas uma das consequências. Segundo o nutricionista rio-pretense Renan Nakau, esse perfil tem sido cada vez mais comum entre empresários e profissionais que convivem diariamente com altos níveis de cobrança. "A maioria sabe o que é uma alimentação saudável. O problema não é falta de informação, mas de uma rotina que permita colocar esse conhecimento em prática. O tratamento precisa funcionar na vida real, não apenas no papel." Um dos pacientes acompanhados por Renan é um empresário de 43 anos que passou a concentrar boa parte da alimentação no fim do dia. Entre reuniões, decisões e compromissos, encontrou na comida uma forma de aliviar o estresse. Com o passar do tempo, vieram a obesidade, dores nas articulações, dificuldade para dormir, perda de disposição e queda da autoestima, afetando até momentos simples com a família. A recuperação começou quando o foco deixou de ser uma dieta rígida e passou a ser um plano alimentar compatível com a rotina. Refeições práticas, planejamento e pequenas mudanças tornaram possível manter hábitos mais saudáveis sem aumentar a sensação de cobrança. Para o psicólogo Bruno Garibaldi, a alimentação costuma ser apenas a manifestação mais visível de um problema emocional mais profundo. "A comida oferece um alívio rápido, mas não resolve a origem do estresse. Quando esse mecanismo vira rotina, o cérebro passa a associar emoções difíceis à alimentação. Sem cuidar da causa, a tendência é repetir esse ciclo." Os especialistas destacam que romper esse padrão exige uma abordagem integrada. Alimentação equilibrada, sono de qualidade, atividade física, organização da rotina e cuidado com a saúde mental atuam de forma complementar e aumentam as chances de resultados duradouros. Mais do que emagrecer, o desafio é recuperar o equilíbrio. Em uma rotina marcada por pressão constante, aprender a lidar com o estresse pode ser tão importante quanto escolher o que colocar no prato.

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): Henrique Fernandes
henrique@assessiva.com.br