Mulheres Cooperativistas debate saúde emocional feminina para mais de 500 participantes

Programa da Unicred reuniu mulheres para discutir autoestima, padrões emocionais e impactos da infância na vida adulta

Por JOSé LUCAS MORAIS
3 Min

Mulheres Cooperativistas debate saúde emocional feminina para mais de 500 participantes
Unicred Divulgação
Mais de 500 mulheres acompanharam uma nova edição do programa Mulheres Cooperativistas, promovido pela Unicred, em um encontro online voltado a debates sobre saúde emocional, autoestima e liderança feminina. Com o tema “Quem está liderando você: seu chamado, seu propósito ou suas feridas?”, a palestra foi conduzida pela mentora, psicóloga e palestrante Juliana do Nascimento. A iniciativa, criada em 2022, amplia discussões sobre desenvolvimento feminino, carreira e autoconhecimento.

Na abertura do encontro, Amanda Ávila, assessora de Marketing da Unicred Vale, destacou a proposta do programa em estimular conexões entre mulheres de diferentes regiões e trajetórias. A representante também reforçou o cooperativismo como ferramenta de transformação social e utilizou a trajetória da escritora Cora Coralina para iniciar a reflexão do encontro. Amanda relembrou que a autora publicou o primeiro livro aos 75 anos, transformando experiências da própria vida em literatura.


“O meu desejo é que a gente consiga reacender coisas que já existem dentro de nós e transformar isso na nossa maior potência”, afirmou a assessora. A programação reuniu participantes de cidades como Florianópolis, Blumenau, Joinville, Porto Alegre, Manaus, Chapecó e Caxias do Sul, além de uma participante acompanhando a transmissão diretamente de Toronto, no Canadá. O encontro ainda contou com interação ao vivo e sorteio do livro “O Mapa da Felicidade”, da autora Heloísa Capelas.

Durante a apresentação, Juliana abordou como experiências da infância, relações familiares e crenças inconscientes podem interferir em decisões ligadas à carreira, autoestima e relacionamentos. Para a psicóloga, muitos comportamentos repetitivos surgem da necessidade de aprovação, do medo da rejeição e da sobrecarga emocional. A especialista também destacou que grande parte das decisões humanas ocorre de maneira inconsciente, influenciando comportamentos e trajetórias ao longo da vida.

A mentora utilizou experiências pessoais para ilustrar como referências familiares podem interferir em atitudes cotidianas. Um dos exemplos citados foi a dificuldade que tinha em dançar, mesmo gostando de música e tendo feito aulas ao lado do marido. Segundo Juliana, o bloqueio estava ligado ao fato de nunca ter visto os pais ou outras mulheres da família dançando. O relato foi utilizado para mostrar como determinados comportamentos podem ser reproduzidos entre gerações.

“Nunca vi meus pais dançando. Quando percebi isso, entendi que não era falta de vontade ou capacidade. Era um padrão emocional”, relatou a palestrante. Para a especialista, reconhecer esses comportamentos ajuda a ampliar a consciência sobre decisões da vida adulta, fortalecendo autonomia emocional, autoestima e relações mais saudáveis. A psicóloga afirmou ainda que compreender esses mecanismos é um passo importante para desenvolver uma liderança mais consciente.

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