Projeto Cultura Maker une tecnologia e ancestralidade no lançamento de sua 3ª Edição na Aldeia Marakanã

Atividades práticas voltadas para as crianças indígenas, estimulando a criação e o pensamento lógico.

Por TAMYRIS TORRES
4 Min

Projeto Cultura Maker une tecnologia e ancestralidade no lançamento de sua 3ª Edição na Aldeia Marakanã
Arquivo pessoal
 

Reafirmando que a ciência é uma prática ancestral, o projeto Cultura Maker: Meninas na Ciência, Tecnologia e Robótica deu início à sua terceira edição com uma ação simbólica e inovadora na Aldeia Marakanã. O evento, realizado no dia 19 de abril, Dia dos Povos Originários, consolidou a parceria histórica entre o projeto e o território, unindo a tradição da oralidade indígena às ferramentas do futuro.

A iniciativa integrou a programação do Encontro Literário dos Povos Originários, transformando a aldeia em um polo de experimentação tecnológica e troca de saberes.

Inovação em território ancestral

Como parte das atividades de lançamento, o projeto implementou uma ilha de podcast com transmissão ao vivo pelas redes sociais, criando uma ponte direta entre a aldeia e o mundo digital. Um dos momentos marcantes foi a entrevista conduzida pelo CEO da Drum Brasil, José Carlos Vieira Junior, com o Grande Chefe Cacique Urutau, discutindo a preservação da cultura através de novos suportes midiáticos.

As ações do dia incluíram:

  • Oficinas Maker: Atividades práticas voltadas para as crianças indígenas, estimulando a criação e o pensamento lógico.
  • Ação Cidadã: Iniciativas de impacto social para a comunidade local.
  • Conexão de Saberes: Diálogos entre conhecimentos históricos e novas ideias tecnológicas.

Compromisso com a diversidade

Para a Drum Brasil, realizadora do projeto, iniciar a jornada na Aldeia Marakanã é uma escolha política e pedagógica. O objetivo é demonstrar que a inovação deve transpassar todos os territórios, respeitando as raízes e garantindo que o acesso à ciência e à robótica seja um direito de todos, especialmente de meninas e jovens em contextos de vulnerabilidade ou de comunidades tradicionais.

"Entendemos que não existe futuro sem honrar o passado. Levar inteligência artificial, robótica e podcast para dentro da Aldeia Marakanã é reconhecer que a ciência já estava aqui, na forma de saberes ancestrais, e que agora ganha novas ferramentas para ser difundida", destaca José Carlos Vieira Jr, CEO da Drum Brasil.

O projeto segue agora com seu cronograma de atividades, levando a metodologia maker para novas escolas e centros culturais, sempre sob a premissa de que a tecnologia é um meio para a liberdade e a expressão de todas as vozes.

Sobre o Projeto Cultura Maker

Iniciativa da Drum Brasil, o projeto capacita jovens da periferia em robótica, tecnologia sustentável e gestão de redes sociais. O foco é o empoderamento feminino através da cultura maker e do conceito de ESG, preparando-as para as carreiras do futuro e para o protagonismo na economia digital. O Cultura Maker 2025 é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria  Municipal  de Cultura, incentivado pela Viridien,  por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS.


 

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ALEX YAN DA COSTA MENDES
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