DiversiFest celebra 21 de março reafirmando o protagonismo negro e periférico no Hip-Hop
O contexto necessário: Dados e realidade comprovam necessidade de projetos como este.
Instagram Cine Joia, Glumymusic
O dia 21 de março carrega o peso da história e a urgência do amanhã. Instituído pela ONU como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, a data ganha um novo fôlego no Brasil com o Dia Nacional das Tradições de Raízes de Matrizes Africanas. Para o projeto DiversiFest, essa não é apenas uma data de reflexão, mas de celebração da "revolução da presença". A revolução é feminina e periférica
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Show de A Julia Costa | Glumymusic - Reprodução Instagram Cine Joia
No último dia 8 de março, o palco do Cine Joia foi testemunha do que o DiversiFest defende como o futuro da cultura brasileira. As apresentações de A Julia Costa, Nanda Tsunami, Slipmami, CAE e a jovem Ciça, não foram apenas shows; foram manifestos de ocupação. No cenário do Hip Hop e do Trap — territórios historicamente dominados por vozes masculinas — essas artistas trazem a vivência das quebradas sob a ótica da mulher negra, provando que o futuro é, invariavelmente, preto e feminino.
"A nossa presença nesses espaços de poder e cultura é, por si só, um ato revolucionário. Quando ocupamos o palco, estamos desconstruindo vieses e dando voz a milhões de meninas que antes não se viam representadas", afirma a curadoria do DiversiFest, projedo da Drum Brasil. O contexto necessário: Dados e realidade A importância de projetos como o DiversiFest é ratificada por números. O racismo estrutural ainda dita abismos sociais no Brasil:
O projeto foca na desconstrução de vieses, educando o público e parceiros sobre como o combate ao racismo passa, obrigatoriamente, pela valorização do capital intelectual e artístico da mulher negra.
Sobre o DiversiFest:
O DiversiFest não é apenas um evento, mas uma retomada simbólica. O projeto, apoiado com recursos do Fomento CultSP, com o apoio do ProAC Editais e PNAB, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, nasce para ser o elo entre a origem do artista das quebradas e o palco principal do centro da cidade, dando voz a histórias reais e celebrando a diversidade em suas múltiplas linguagens. É a cultura da rua ganhando protagonismo com identidade e atitude, sendo assim, o projeto se destaca por integrar diversas linguagens artísticas em uma experiência única:In
Assessoria de Imprensa Drum Brasil | comunicacaodrumbrasil@gmail.com
No último dia 8 de março, o palco do Cine Joia foi testemunha do que o DiversiFest defende como o futuro da cultura brasileira. As apresentações de A Julia Costa, Nanda Tsunami, Slipmami, CAE e a jovem Ciça, não foram apenas shows; foram manifestos de ocupação. No cenário do Hip Hop e do Trap — territórios historicamente dominados por vozes masculinas — essas artistas trazem a vivência das quebradas sob a ótica da mulher negra, provando que o futuro é, invariavelmente, preto e feminino.
"A nossa presença nesses espaços de poder e cultura é, por si só, um ato revolucionário. Quando ocupamos o palco, estamos desconstruindo vieses e dando voz a milhões de meninas que antes não se viam representadas", afirma a curadoria do DiversiFest, projedo da Drum Brasil. O contexto necessário: Dados e realidade A importância de projetos como o DiversiFest é ratificada por números. O racismo estrutural ainda dita abismos sociais no Brasil:
- Desigualdade Salarial: De acordo com o IBGE (2023), mulheres negras recebem, em média, apenas 46% do rendimento de homens brancos, ocupando a base da pirâmide econômica.
- Representatividade: Uma pesquisa da UBC - União Brasileira de Compositores (2025) aponta que, embora o Hip Hop seja a voz das periferias, mulheres negras ainda enfrentam barreiras de acesso a grandes festivais e contratos publicitários de alto valor.
- Violência: O Atlas da Violência (2024), produzido pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), demonstra que a letalidade contra mulheres negras cresceu em disparidade com a de mulheres não-negras, reforçando a necessidade de redes de apoio e visibilidade cultural como forma de resistência.
O projeto foca na desconstrução de vieses, educando o público e parceiros sobre como o combate ao racismo passa, obrigatoriamente, pela valorização do capital intelectual e artístico da mulher negra.
Sobre o DiversiFest:
O DiversiFest não é apenas um evento, mas uma retomada simbólica. O projeto, apoiado com recursos do Fomento CultSP, com o apoio do ProAC Editais e PNAB, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, nasce para ser o elo entre a origem do artista das quebradas e o palco principal do centro da cidade, dando voz a histórias reais e celebrando a diversidade em suas múltiplas linguagens. É a cultura da rua ganhando protagonismo com identidade e atitude, sendo assim, o projeto se destaca por integrar diversas linguagens artísticas em uma experiência única:In
- Conexão Territorial: Forte atuação junto às comunidades, incluindo alunos e coletivos dos CEUs (Centros de Educação Unificados).
- Multilinguagem: Celebração do Rap, MCs, DJs, Poesia (Slam), Passinho e Graffiti.
- Experiência Cultural: Além das performances, o movimento promove feiras de artesãos literários e gastronomia variada.
- Apoios Estratégicos: O projeto conta com o suporte fundamental de coletivos culturais, parceiros da indústria fonográfica e órgãos de fomento à cultura que acreditam na arte como ferramenta de transformação social.
Assessoria de Imprensa Drum Brasil | comunicacaodrumbrasil@gmail.com
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