Trânsito, volta ao presencial e boom das entregas: como a logística redefine a mobilidade urbana

Recorde histórico de lentidão em São Paulo expõe o impacto das entregas nas cidades e coloca a logística no centro de debate sobre qualidade de vida

PRISMA COMUNICAçãO
24/02/2026 10h18 - Atualizado há 1 semana

Trânsito, volta ao presencial e boom das entregas: como a logística redefine a mobilidade urbana
Divulgação

No início de dezembro de 2025, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) chegou a registrar mais de 1.400 km de lentidão na capital paulista, um recorde histórico. O motivo é a união do aumento do fluxo de entregadores, impulsionado pelo e-commerce, e o retorno ao trabalho presencial, uma tendência das empresas. Hoje, o paulistano gasta em média 1h40 em cada deslocamento. Motoboys, vans e caminhões passaram a disputar espaço com carros e ônibus, transformando a dinâmica do trânsito das metrópoles. O desafio deixa de ser apenas como levar trabalhadores aos seus empregos e passa a ser, também, como movimentar milhões de mercadorias sem paralisar as cidades.

“Desde a pandemia, a cultura de compras on-line só aumenta, o que  criou uma pressão estrutural sobre as cidades. O trânsito que vemos hoje é, também, resultado da volta ao presencial e do aumento das entregas.”, afirma Álvaro Echeverría, CEO da SimpliRoute, software que usa IA para centralizar e automatizar toda a gestão logística. “ A solução para esse cenário éoperações mais inteligentes,  que é a integração de tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, capaz de analisar dados em tempo real para otimizar o tempo e a quantidade de veículos necessários para entregas. Isso tem impacto direto no tempo das pessoas, no custo das empresas e na emissão de CO2 dentro das cidades”, completa.  

Um levantamento do Insper mostra que os brasileiros trabalham, em média, 2,7 dias por semana nos escritórios e a tendência é que haja uma retomada gradual de mais dias presenciais. Esse movimento devolve às cidades um fluxo maior do que a pré-pandemia, e se une à explosão de remessas expressas. 

Para o executivo, a resposta passa por tratar a logística como parte da infraestrutura urbana. Plataformas de roteirização baseadas em IA conseguem reduzir atrasos, otimizar a ocupação dos veículos e eliminar quilômetros rodados sem necessidade, liberando milhares de horas de trabalho e aumentando a capacidade de entrega com a mesma frota. “Não é apenas um ganho para as empresas, mas para toda a cidade. Rotas melhores significam menos trânsito e mais eficiência para a economia urbana.”

Em 2026, segundo Echeverría, a eficiência da última milha tende a se tornar tão estratégica quanto o transporte público. “Se as cidades não integrarem tecnologia, empresas e planejamento urbano, os recordes de lentidão vão deixar de ser exceção e virar rotina. A boa notícia é que já existe tecnologia capaz de reverter esse quadro”, conclui.

 

Sobre a SimpliRoute

A SimpliRoute é uma empresa global nativa de IA, fundada em 2014. Com mais de 1000 clientes em 26 países, em dois continentes, oferece um software de gestão logística que utiliza da inteligência artificial para centralizar e automatizar toda a gestão de transporte de seus clientes.


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ALVARO CAMPAGNOLI NETO
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