6,6 milhões de pessoas ainda trabalham remoto no Brasil: Quais os desafios?

Consolidação do modelo reforça demanda por infraestrutura digital e conexão estável

Alberto Santos
18/02/2026 12h36 - Atualizado há 2 semanas

6,6 milhões de pessoas ainda trabalham remoto no Brasil: Quais os desafios?
Reprodução/Freepik

O home office começou a se popularizar no Brasil durante a pandemia de covid-19, e o formato conseguiu se consolidar nos anos seguintes. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,6 milhões de brasileiros realizam atividades profissionais dentro de suas residências.

Apesar de um leve recuo entre 2022 e 2024, quando a participação caiu de 8,4% para 7,9% do total de trabalhadores, o modelo segue presente em diferentes setores. Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre as condições necessárias para que o trabalho remoto seja efetivo, sobretudo no que diz respeito à qualidade da conexão.

Busca por home office impulsiona demanda por infraestrutura digital

O interesse pelo home office voltou a ganhar força em 2025. Segundo dados do Google Trends, janeiro registrou o maior volume de pesquisas sobre o tema desde a pandemia.

Uma pesquisa realizada pela Dell reforça essa tendência: 54% dos trabalhadores presenciais afirmam que gostariam de atuar de forma híbrida ou remota, o que mostra que a busca por flexibilidade permanece elevada mesmo com a retomada dos escritórios.

Para quem trabalha em casa, as principais necessidades estruturais costumam incluir:

  • Conexão de internet estável para videochamadas e plataformas corporativas;
     

  • Equipamentos adequados, como notebook, webcam e headset;
     

  • Ambiente silencioso com ergonomia mínima;
     

  • Ferramentas de colaboração e segurança digital;
     

  • Organização de rotina para equilibrar tarefas e horários.

Nesse contexto, a estabilidade da conexão se tornou o eixo central do trabalho remoto. Uma simples oscilação pode atrasar entregas e comprometer reuniões, afetando diretamente o andamento das atividades diárias.

Seja a videoconferência que trava no momento da apresentação ou o áudio que desaparece por alguns segundos, a internet influencia de forma decisiva a produtividade cotidiana.

À medida que mais profissionais demonstram preferência por modelos flexíveis, a demanda por conexões confiáveis tende a crescer, reforçando a necessidade de infraestrutura adequada.

Empresas ampliam busca por estabilidade na conexão

A conexão de qualidade também se tornou fundamental para as empresas brasileiras. Segundo a pesquisa TIC Empresas, 91% das companhias já utilizam fibra óptica, o que demonstra a busca por redes mais rápidas e estáveis.

O avanço inclui pequenos negócios. Um levantamento do Sebrae mostra que 98% das PMEs brasileiras estão conectadas à internet, indicando que a digitalização já faz parte da rotina empresarial.

Nesse cenário, tanto PMEs quanto grandes corporações dependem diretamente dos provedores para garantir produtividade. Vendas on-line, atendimento ao cliente e sistemas internos funcionam de forma totalmente digital, tornando qualquer oscilação um risco.

Empresas como a NIO Internet, que são referências no segmento Telecom, apontam que estabilidade e baixa latência se tornaram essenciais para o público. Segundo a companhia, áreas como logística, e-commerce, saúde e serviços financeiros dependem de conexões rápidas e consistentes para operar em tempo real.

Com a expansão dos modelos híbridos e remotos, essa necessidade deve crescer ainda mais. A pressão pela modernização da infraestrutura digital tende a aumentar, consolidando a qualidade da internet como fator estratégico para a produtividade das empresas no país.


 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ALICE BATISTA DE ALMEIDA
[email protected]


Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://amazonasemdia.com.br/.