Voluntariado corporativo: especialista dá dicas de como engajar colaboradores na sua empresa

Rosane Chene, empreendedora social e diretora da ONG PAC (Projeto Amigos da Comunidade) aponta estratégias para engajar profissionais ao voluntariado

BIANCA SALES | PITCHCOM COMUNICAçãO
05/12/2024 09h56 - Atualizado em 06/12/2024 às 00h01

Voluntariado corporativo: especialista dá dicas de como engajar colaboradores na sua empresa
Divulgação

Segundo a pesquisa Voluntariado no Brasil de 2021, realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) em parceria com o Instituto DataFolha, cerca de 34% da população brasileira realiza algum tipo de trabalho voluntário, o que representa aproximadamente 57 milhões de pessoas. Entretanto somente 15% dos voluntários brasileiros se mobilizam a partir de programas de voluntariado corporativo.

Dentre os desafios destacados por empresas estão o engajamento contínuo e estratégias de reconhecimento das ações. De acordo com o Censo Brasileiro de Voluntariado Empresarial 2023, 38,9% das empresas relatam engajamento de até 10% dos colaboradores em ações contínuas de voluntariado e 38% de 20% dos profissionais.

Diante desse cenário, Rosane Chene, empreendedora social, diretora da ONG PAC (Projeto Amigos da Comunidade), que há 21 anos atua com crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social na região de Pirituba, Jaraguá e Parque São Domingos, e gere uma rede de mais de 5 mil voluntários com foco no voluntariado corporativo, aponta estratégias para trabalharem o voluntariado e engajar seus profissionais na prática:
  1. Integrar o voluntariado a agenda ESG da empresa – O voluntariado corporativo não é apenas uma ação isolada, mas uma ferramenta estratégica para alinhar o pilar social da agenda ESG. Para isso, é essencial mapear as necessidades reais da comunidade e os valores da empresa, o que pode além de gerar impacto positivo de forma assertiva. Além disso, programas bem estruturados podem atrair investidores;
  2. Ofereça oportunidades diversificadas e alinhadas às habilidades dos colaboradores - Permita que os funcionários escolham ações conectadas às suas competências e interesses. Mentorias, workshops e transferências de conhecimento técnico são alguns exemplos de voluntariado que podem ser trabalhados em programas de voluntariado, além das ações convencionais;
  3. O voluntariado ajuda a desenvolver lideranças – Ao ser voluntário, além do desenvolvimento de soft skills como empatia, comunicação também são trabalhadas outras como resiliência e planejamento estratégico. No voluntariado é possível aprimorar habilidades exigidas em posições de lideranças, como feedbacks, elaborar plano de carreira, entre outros;
  4. Capacite e realize ações voluntária como parte do dia da empresa – Empresas que fornecem capacitação e permitem o uso de horas remuneradas para voluntariado conseguem engajar até 20% de seus colaboradores, como indicado no Censo CBVE 2023. Além disso, 88,9% das empresas que oferecem suporte relatam impacto positivo na continuidade das ações. A regularidade e o compromisso são essenciais para ações de impacto efetivo​;
  5. O voluntariado é uma ferramenta para engajar a Geração Z -
    Colaboradores mais jovens, como os da Geração Z, buscam trabalhar em empresas alinhadas a propósitos e podem encontrar no voluntariado uma conexão mais forte com a missão da organização, sendo também uma maneira de aumentar a sinergia e promover uma cultura mais  inclusiva;
  6. Celebre resultados e compartilhe histórias de transformação - A divulgação dos impactos sociais do voluntariado é fundamental. De acordo com a Pesquisa Voluntariado no Brasil, 93% dos voluntários concordam que, se os resultados forem mais conhecidos, mais pessoas se engajam. Compartilhar histórias de transformação também reforça o propósito da empresa e inspira colaboradores a participarem;
  7. Aproveite da expertise das ONGs – Organizações do Terceiro Setor, tem expertise na atuação junto a voluntários, sendo que muitas delas tem como base de seu trabalho o voluntariado corporativo. Conectar-se com essas organizações e estabelecer parcerias de apoio em seus projetos e atividades, aumentam o impacto das ações voluntárias. Segundo o Censo CBVE 2023, 83,3% das empresas que atuam com ONGs relatam resultados significativos, ampliando o alcance das iniciativas sociais e fortalecendo o vínculo com comunidades locais​.
"O voluntariado corporativo é uma oportunidade para as empresas atuarem de forma estratégica nas suas agendas ESG. As organizações do Terceiro Setor são parceiras essenciais que podem apoiar no desenvolvimento de ações de impacto efetivo. Além de contribuir com o desenvolvimento desses profissionais, criando uma cultura corporativa mais humana e com responsabilidade no futuro”, finaliza Rosane Chene.

Sobre Rosane Luciane Chene

Empreendedora social, co-fundadora e CEO da ONG Projeto Amigos da Comunidade (PAC), Rosane Chene é responsável pela gestão da organização, que hoje conta com mais de 100 colaboradores e mantém de cinco programas sociais dentre: três casas de acolhimento para crianças e adolescentes (SAICA), unidade do Serviço de Assistência Social à Família (SASF) e Centro para Criança e Adolescente (CCA). A ONG atende mais de 6.000 pessoas por mês em situação de vulnerabilidade social, nos bairros de Pirituba, Jaraguá e Pq. São Domingos, na periferia de São Paulo.

Com 28 anos de experiência na área da Tecnologia, passou por grandes empresas como a TOTVS, onde atuou por 19 anos, ingressando como desenvolvedora de software até ocupar a posição de Gerente Executiva de Desenvolvimento e Sustentação na empresa.

A atuação no Terceiro Setor é parte da vida de Rosane, mas se tornou permanente em 2000, como voluntária no Instituto da Oportunidade Social (IOS). Na instituição atuou por 13 anos, sendo cinco como diretora geral, função que exercia em simultâneo com o papel de gestora na área de tecnologia.
Em 2003, pensando em ampliar a atuação no terceiro setor, a executiva junto à um grupo de amigos e colegas de trabalho, fundam o Projeto Amigos das Crianças (PAC), que posteriormente se tornaria ‘Projeto Amigos das Crianças’. Inicialmente o projeto se restringia a visitas às casas de acolhimento de crianças e adolescentes. Atualmente a ONG dirigida pela executiva, promove a transformação social, por meio de oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Rosane é graduada em Tecnologia em Recursos Humanos pela Universidade Senac, pós-graduada em Gestão Pública pela PUCC-RS. Acesso ao LinkedIn.

Sobre o PAC - Projeto Amigos da Comunidade  
    
Fundado há 21 anos, o PAC – Projeto Amigos da Comunidade uma Organização Social sem fins lucrativos certificada pelo CEBAS - Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social - que atende a população em situação de vulnerabilidade e/ou risco social nos distritos de Pirituba, São Domingos e Jaraguá (SP).  Atualmente, o PAC conta com mais de 100 funcionários, cerca de 5.000 voluntários, 192 mantenedores via doação e mais de 10 empresas parceiras que subsidiam as oficinas promovidas pela organização, como Elo, Sow, Co.Aktion, Netas, Totvs Meridional, R3 e  Zendesk.      
Para mais informações sobre o PAC, (clique aqui).    


Informações à imprensa I Projeto Amigos da Comunidade (PAC)      
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