Com novas testemunhas, audiência de instrução do caso Bruno e Dom é retomada nesta segunda

Audiência de instrução será realizada no Fórum da Justiça Federal em Tabatinga, no interior do Amazonas, onde corre o processo.

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2022-06-24t162316z-1037855683-rc2ayu9v5f5c-rtrmadp-3-brazil-violence-amazon.jpg A Justiça Federal retoma, nesta segunda-feira (17), a audiência de instrução sobre o assassinato do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. A previsão é que novas testemunhas de defesa e informantes sejam ouvidos. A audiência de instrução será realizada no Fórum da Justiça Federal em Tabatinga, no interior do Amazonas, onde corre o processo. A Justiça analisa se os réus Amarildo da Costa Oliveira, conhecido por "Pelado"; Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como "Dos Santos"; e Jefferson da Silva Lima, conhecido como "Pelado da Dinha" serão levados à júri popular. A expectativa é que os réus sejam interrogados em até dez dias, após a coleta dos depoimentos de todas essas testemunhas de defesa.
Adiamentos Os depoimentos começaram em março deste ano, mas problemas técnicos e de internet levaram ao primeiro adiamento. As sessões foram retomadas em abril, com novos interrogatórios de testemunhas e informantes tanto de acusação quanto de defesa. Após a conclusão da fase e um consenso entre as partes, o juiz determinou que os réus seriam ouvidos no mês seguinte. Apenas no dia 8 de maio que Amarildo, Jefferson e Oseney falaram pela primeira vez em juízo. Eles estão em presídios federais e foram interrogados por videoconferência. Amarildo e Jefferson confirmaram a culpa pelos assassinatos conforme já tinham feito à polícia quando foram presos. Oseney continuou negando, mas o inquérito aponta para o envolvimento dele. Uma semana depois disso, o Tribunal Regional da 1ª Região determinou a anulação dos interrogatórios dos três réus para que testemunhas de defesa indeferidas pudessem ser ouvidas.
O caso Dom Phillips e Bruno Pereira foram vítimas de uma emboscada quando retornavam em um barco de uma expedição para a coleta de informações do livro que o jornalista britânico escrevia sobre a Amazônia.
De acordo com as investigações Bruno morreu por combater a pesca ilegal no Vale do Javari, no iteriror do Amazonas, e Dom porque estava com ele no momento da emboscada.