Rio Negro reduz ritmo de subida das águas em Manaus
O rio, que banha a capital, ultrapassou os 28 metros, mas a previsão de cheia severa é baixa, conforme o alerta mais recente.
Previsão de cota severa é baixa O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulga três alertas de cheia no primeiro semestre de cada ano no Amazonas: um em março, um em abril e um em maio. Em 2023, o primeiro alerta saiu em 31 de março, e o segundo, no dia 28 de abril. O terceiro foi divulgado no dia 31 de maio. No primeiro alerta deste ano, divulgado em março, o SGB previu que Manaus registraria uma cheia de grandes proporções em 2023. A previsão era de que o Rio Negro chegasse a aproximadamente 28,64 metros. Já no segundo alerta, divulgado em abril, a instituição reduziu essa previsão para aproximadamente 28,51 metros. Na ocasião, o Serviço Geológico do Brasil previu que o rio atingiria a cota de inundação, ou seja, que ultrapassaria os 27,50 metros. A probabilidade disso acontecer era de 99,14%, e ocorreu no dia 11 de maio, quando o Rio Negro 27,54 metros. No terceiro alerta, a instituição atualizou a previsão. De acordo com o previsto, em Manaus, o Rio Negro deve chegar a aproximadamente 28,43 metros (com intervalo provável entre 28,12 m e 28,77 m). Agora, a probabilidade de o rio atingir a cota de inundação severa, que é 29 metros, é de apenas 2%. Quando divulgou o terceiro alerta de cheias, o Serviço Geológico do Brasil destacou que o Rio Negro ultrapassou a cota de inundação conforme previsto nos alertas anteriores, mas se mantêm abaixo da cota de inundação severa - cuja possibilidade de superar é praticamente nula. De acordo com a instituição, o nível dos rios depende de um conjunto de fatores. O mais significativo deles é a quantidade de chuvas do semestre anterior, que caem nas cabeceiras do Alto Rio Negro, Solimões e Peru, ocasionando a elevação dos níveis de seus afluentes.
E a climatologia apontou que neste primeiro semestre choveu mais do que a média, considerando o mesmo período monitorado em relação aos anos anteriores.